A TRINDADE , SUBORDINAÇÃO???

Quando falamos em Trindade divina, geralmente se refere pensando na pessoa de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Para os cristão as três imagens, ou, os três personagens é um só. Um que se forma em três e três se formam em um. Uma unidade trina. Nela está envolvida os atributos comunicáveis de Deus, estes revelam a sua personalidade, desde que o revelam como um Ser moral bem como racional (Berkhof, 2012).

Para esse mesmo autor, […] “é da maior importância sustentar a verdade da personalidade de Deus, pois, sem ela não pode haver religião no real sentido da palavra: nem oração, nem comunhão pessoal, nem entrega confiante e nem esperança”. Visto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, podemos compreender algo da vida pessoal de Deus pela observação da personalidade como a conhecemos no homem.

A prova bíblica da trindade

É bem verdade que a palavra Trindade não se encontra na bíblia, o que se pode encontrar é a ideia que representa a palavra em diversos trechos. Outro ponto a ser observado, é que ao pensar na palavra trindade é muito comum identificá-la como algo apenas do Novo Testamento. No velho testamento, várias passagens dão a entender que Deus existe como mais de uma pessoa, Gn 1:26 “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Grudem, 1999). Ainda encontramos em Gn 1:7; SL 45:6-7; Sl 110:1, e muitos outros.

Conforme Grudem (1999), quando do batismo de Jesus, “eis que se lhe abriram os céus, e viu o espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus, que dizia: este é o meu filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16-17), aqui ao mesmo tempo, temos os três membros da Trindade realizando três ações distintas. Deus pai fala de lá do céu; Deus Filho é batizado e ouve a voz de Deus Pai vinda do Céu  e o  Espírito Santo desce do céu para pousar sobre Jesus  e dar-lhe poder para o seu ministério.

É possível entender que a Bíblia leva-nos a afirmar três proposições: Deus é três pessoas; cada pessoa é plenamente Deus; só há um Deus. A negação de qualquer uma dessas três proposições que resumem o ensino bíblico sempre gerou erros (Grudem, 1999). 

Ário se enganava, não há que se falar em subordinação. A subordinação econômica deve ser cuidadosamente distinguida do erro do “subordina-cionismo”, que defende que o filho ou Espírito Santo são inferiores ao Pai no seu ser. A economicidade diz respeito à atividade ou papéis diferentes (Grudem, 1999), mas não a subordinação. Jesus como filho de Deus é consubstancial a Deus, assim como também é o Espírito Santo, ambos são o mesmo Deus, portanto, a mesma essência.

Obviamente esse assunto é muito debatido entre os cristãos por séculos e séculos e, até os dias atuais geram dúvidas, contradições aos milhares. Este texto, nem de longe pretendeu explicar o que de fato significa esse problema da trindade, instigando apenas, à você que lê-lo, ao interesse e a devida disposição possa pesquisar a fundo sobre o tema, ao ponto de contribuir uma teologia qualitativa com absoluta sinceridade sobre o assunto. Por meio de estudos sistemáticos à luz da bíblia, é possível a revelação saltar-se aos homens. Nesse pequeno e simplório escrito, se pretende fazer com que aqueles que se interessam pelo assunto, leve a sério uma questão: na Trindade o racionalismo é desfeito, o mundo natural (mundo externo) não pode captar o fato de que três são um e são consubstanciais.

1 Comentário

  1. Blog Gabinete Teológico disse:

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