Pandemia: Crise Sanitária ou Dilaceração do Caráter




Considero que um texto sempre passará pela cultura, conceitos, estado emocional em que vive o escritor. Ignorar o momento que se vive, principalmente esse tão inquietante, dá a sensação de que tudo que se escreve omitindo o contexto social do momento, é falso. No caso, embora não seja o melhor assunto a discorrer, parece o mais adequado e inevitável diante da atual situação do mundo e em particular no Brasil. A pandemia tem mexido na saúde dos cidadãos, no bolso das pessoas, no psicológico e na liberdade. Com a instalação da pandemia causada pelo agente do “COVID 19”, é necessário tomar uma decisão, assistir todas as notícias, ficar inteirado ou abster-se das excessivas e sensacionalistas (des) informações.

Muitas pessoas estão perdendo o equilíbrio emocional por se alimentarem de informações truncadas. Sobre esse vírus concretamente muita coisa é novidade e dessa forma tudo é uma corrida contra o tempo, pois a cada dia muitas pessoas boas se vão. A única coisa que é possível de se prever é a higienização das mãos, do corpo em si, o uso de máscaras e a não aglomeração, são estratégias que contribuem para diminuir a contaminação com o vírus.


Observando a Vergonha


Me abstenho, existe o dolo em muitas informações por parte da mídia. Chega-se ao ponto de não se importar com o psicológico das pessoas, a não ser com o objetivo de torná-las mais cativas a uma doutrinação política de interesses obscuros que para muitos é conveniente. Deixam de anunciar o otimismo e destacam o pessimismo e o pânico. Parecem favoráveis a uma elite que lucra com a desgraça. Esta crise sanitária revelou escancaradamente em pleno século XXI, que o poder, a ganância pelo dinheiro, não tem ética. Secretários de Estado, Ministros, Prefeitos, Governadores, estão nas listas dos desvios do dinheiro PÚBLICO destinado à manutenção das medidas adotadas para proteção e erradicação das infecções causadas pelo Coronavírus.

A COVID 19 tem matado pessoas em nosso tempo, porém, a política criminosa praticada ao longo dos 521 anos é a principal causa de morte nesse País. Para além das alegações da falta de médicos que possam tratar da doença, está a negligência de Prefeito e Governadores; está o interesse político que chega a ser criminoso e que ao longo dos anos fazem seus discursos eleitorais sob as promessas que melhorarão a educação, segurança e o Sistema de Saúde da população. Todos os anos com ou sem pandemia, a criminalidade aumenta, pessoas morrem nas filas dos hospitais superlotados. Essa pandemia serviu para encher cofres de muitos órgãos governamentais e privados. Muitos lucram com essa crise e não é a população assalariada.

Os leitos de hospitais não aumentaram proporcional ao dinheiro liberado pelo Governo, UTI’s faltaram ampliações, hospitais de campanhas foram criados e desfeitos, qualquer uma daquelas doenças que com grande alardes matavam até 2019, agora as pessoas estão imunes, o ser humano só morre por doenças causadas pelo COVID 19. Hospitais ganham dinheiro por mortes DERIVADAS do COVID, onde já se viu? – E se eles perdessem dinheiro por mortes, já pensou como seria??? Outro ponto é que ao longo dos anos não se preocuparam em formar mais médicos do próprio país e os que conseguem se formar são das classes mais abastadas em sua maioria.

Nesse cenário mais caótico pela negligência de séculos, governadores e prefeitos eleitos cujo objetivo seria respeitar sua população, diante das medidas duras que agora devido suas incompetências precisam ser adotadas, são rústicos ao expô-las e revelam suas tiranias. Tomaram o poder do Presidente e, mesmo que alguns possam alegar que não, e que tais medidas estão facultadas aos Estados e Municípios, se assim fosse, não precisaria do Supremo apoiar sobre tal causa, a Constituição é clara. Com efeito, não está em julgamento se deveria ou não estar nas mãos do Presidente ou de Governadores e Prefeitos, mas, o que se expressa aqui deve ser nítido ao bom observador, que, nesse País em nenhuma instância das relações sociais e políticas em que o poder e o dinheiro está fluindo existe cumprimento da Constituição; principalmente quando envolve interesses de ódio e de vingança política. Colocaram em xeque a soberania da Constituição garantidora dos direitos e deveres dos cidadãos, estão trocando a liberdade por lentilhas, o permanente pelo passageiro, o certo suado para conquistar pelo duvidoso e, de agora em diante provavelmente ela só valerá para a população comum quando não se esbarrar num grupo privilegiado, pode ser que ela não seja mais garantidora dos direitos de liberdade de todos e nem para todos; na verdade há dúvidas se ela um dia foi, o direito à liberdade de ir e vir, a inviolabilidade da casa tornou-se subjetivo.

Babel dos Tempos Modernos e a Subjetividade

Não se cultua e, portanto, não se fala a mesma língua em quase nenhum aspecto nessa pandemia, somos a Babel dos tempos “modernos”, esta última palavra é digna de ser julgada – tempos modernos – não se vê mais a população, apenas se relativiza sobre ela, é isso que a política faz. O real e concreto é apenas o que dela se pode sugar, extrair, manipular, obter, embora no discurso tudo seja sobre o povo, do povo e para o povo. A preocupação com a saúde do povo é apenas sofisma em muitos aspectos durante a pandemia que, não é possível saber o que são as mentiras e quais notícias são verdadeiras.

A política pandêmica virou caso de polícia, porém, chamando-a será necessário ir até a justiça para julgamento da causa; estando lá, quem nos defenderá? Pois a “Corte Suprema Federativa de um país distante” parece defender em demasia somente àqueles que estão alinhados aos seus interesses. De forma quase que unânime há sem menor esforço uma sensação de que essa corte nos últimos anos tem prestado um desserviço à sociedade, ignorando-a. Sobre a insatisfação com tais representantes não existe polarização. Se ocupa de tarefas em campos que não são de sua alçada e deixa a verdadeira tarefa de lado, prejudicando o equilíbrio, a segurança, quando seria a guardiã da liberdade e bem estar de seu povo. Infelizmente, não é possível dizer se a maior crise que se vive no momento é sanitária ou da dilaceração do caráter político. O caos estabelecido em todas as esferas dessa nação maravilhosa por natureza, está na ganância do poder pelo poder. Mais nociva que a ocupação dos cargos públicos pelo dinheiro que flagela, está a degola pelo poder que no caminho cega o entendimento e corta a cabeça dos homens de bem.

Abraços!!!

blogdowelll.blogspot.com

@welllivros





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