Texto sobre a leitura. Você gosta de ler?

      

Você senta 30 minutos por dia, uma hora ou duas para se dedicar à leitura? É um leitor voraz e passa horas a fio, lendo e meditando? Bom, se disse não, esse pequeno  texto é para você. Leia e veja se faz sentido. 

Uma obra é um berço, não um túmulo. Fisicamente, nascemos jovens e morremos velhos; intelectualmente, devido à nossa herança secular, “nascemos velhos”; tratemos de morrer jovens.

Uma colega de trabalho,  ao conversarmos sobre leitura e o pequeno acervo que tenho sonhado em fazer em minha biblioteca pessoal, certa vez me disse que era leitora de passar as noites em claro. “Lia livros catatau”- foi o termo que ela usou para dizer que lia livros grossos, enormes. Porém, parou de ler. Logo, perguntei: como assim? O que houve? – Disse: Não sei, mas, acho que “para ler precisa de paz de espírito”. Ao meu ver ela está certa, mas abriu uma cratera em mim. As pupilas dilataram, os ouvidos desentupiram, a mente clareou e abriu-se um telão com um sinal de alerta vermelho dizendo: isso não pode acontecer com você.

Ler é custoso. Sejamos sinceros: ler é como fazer musculação na academia. Levantar às cinco horas da manhã quando o corpo pede cama ou sair do trabalho e ir direto para academia e se passar em casa antes, fica mais difícil! Claro, para muitos esse exemplo não se encaixa, não é sacrifício algum , não é mesmo? – Te considero de outro mundo, mas tudo bem ( brincadeira).  Ler vai exigir persistência, ser aguerrido para concentrar-se no texto, para vencer o exercício de não pular página e chegar ao fim da corrida. Aliás, ler é antagônico ao verbo correr, até que se ganha prática, automatismo e se torne habitual.

“Para ler precisa de paz de espírito”. Acredito que ela quis dizer que casa, filhos, trabalho, contas pra pagar, feira, dívidas, atenção dispensada aos familiares e amigos, barulho do vizinho arrastando móveis no apartamento ou o som de funk do outro ao lado, o carro da vassoura ou do sorvete na rua, relacionamento acabado, relacionamento iniciado e etc. Essas e outras opções conjuntas ou isoladas, poderá ser suficiente para perturbar a paz de espírito a que a colega se referia. Mas vivemos no mundo de diversidade e adversidades, não é mesmo? Entendendo a mecânica social, é possível refletir que sempre existirá fora ou dentro de nós mesmos um lugar onde se encontra paz, para que se torne possível a realização de um desejo que por sua simples ação, lhe causa benefícios peculiares. 

Conheci o livro do qual foi citada a frase em destaque no início do texto. “A VIDA INTELECTUAL” – A. -D. Sertillanges, que indico a quem está desanimado com suas leituras e a quem concorda com a frase do autor e precisa dispensar o desânimo, mandá-lo embora, ou aquela pessoa que gostaria de se tornar um leitor.  Minha opinião: leia este livro, que possui uma leitura fluida, objetiva, que por meio de uma sistematização de como se ter uma vida intelectual traz consigo um vasto ensinamento para a vida pessoal também; sem dúvida, tem sido indicado por vários especialistas na área e  vai também impactar você. 

Felicidades! 
@welllivros  

2 comentários

  1. Anônimo disse:

    Parabéns welllivros! Muito inspirador esse texto!

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  2. Anônimo disse:

    Obrigado pelo seu comentário!

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